segunda-feira, 21 de março de 2011

A mente Convexa

   Pastor dos relvados negros, receba a sua missão. Eu não preciso do grito arrasador, pois a minha voz ultrapassa os tempos, e as nuvens rosas de echo flutuam em todo lugar. O seu nome é Nadã mas eu quem o criei, eu quem o chamei e quem conhece o seu mérito.

  Os anjos temem as trilhas escuras, e por isso que cedi à você o reino destes céus. Guarda essa pedra de densidade infinita na palma da sua mão, pois esta é a semente das galáxias.  


   Um dia pastor, os mais minúsculos de raios dos seus enumeráveis sóis, vão atravessar os cristais de vidro, e se juntar em chamas brilhantes. 


  Um dia pastor, a flecha de um guerreiro da multidão de espécies dos seus planetas, sem lascar, vai cortar o ar com sinistro silvo até o amargo silencio. 


  Um dia pastor, um colosso vai pedir ajuda ao Menius, e o fluxo focado do rio vai expiar a lenda. 


  Um dia pastor, nascerá um neném pequeno e humilde quem será o depósito dos tesouros do paraíso e da misericórdia do pai.   

  E você, pastor dos prados iluminados, cercado de preto e branco, morando no planeta cinza, agora receba a sua missão. Concentra-se! seja o calhau que deu à luz um universo, seja o raio intenso, a flecha afiada, o modelo completo, e o rio poderoso.     

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