domingo, 27 de março de 2011

Jubiloso


  As minhas palavras não servem para os que acham que já conhecem, aqueles enjoados de informação, desbordando de iluminação que são homens à beira de overdose de detalhes...

   As minhas palavras não servem para os profetas que nunca fazem erros, aqueles que não acreditam nem temem a sua própria mortalidade.

  As minhas palavras não servem para os cínicos, os introvertidos que acham que as respostas estão sempre por dentro, aqueles moradores na avenida do passado.

  As minhas palavras não servem para os pobres de vontade, as almas cuja energia já foi esgotado, e cuja segredo se tornou indiscreto.   

  As minhas palavras servem para poucos, e ficam inúteis para muitos, estão escritas em língua discernível mas podem ser ininteligíveis em todos os idiomas, não tiro delas nenhuma garantia de ser bem entendido, nenhuma segurança de durar um instante além da minha caducidade

   Para aqueles que aguentam as frases compridas, a melodia as vezes sinistra, as minhas manchas inexplicáveis de sangue no papel branco, para vocês fico contente de oferecer a essência da minha juventude sem pedir nada. 

  A felicidade não é somente um ato intelectual, nem somente o resultado biológico de certas Endorfinas.

  A felicidade não é somente um lance valente da alma expiada, nem somente vista nos olhos lacrimejados de amor. 

  A felicidade precisa de inteligência emocional, e cada riso precisa ser criado como um frágil criança. 

  A felicidade precisa saber das historias dos seres alegres que têm encantado o mundo desde séculos, e precisa também saber da sua inevitável perecibilidade.

  A felicidade precisa ser cantada, ser seduzida, ser amada com paixão inocente e animal. 

  A felicidade precisa desafiar as zonas de conforto, precisa da Dahrma (de um objetivo na vida). 

  A felicidade precisa dos outros, e da verdade que  andar nas calçadas do mundo pode revelar...    

  A felicidade não precisa de vocês, mas são vocês quem precisam da felicidade, e do mesmo jeito são vocês quem precisam do caminho da fé. Porque se limitar apenas nas necessidades materiais, fica como beber da agua salgada do mar, tanto que nos bebemos, quanto cresce a nossa sede.    

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