Com o gesto certo da sua mão, o pequeno Alexandre marca os terrenos; mirando com o dedo nos horizontes verdes e azuis, deformando os raios do sol que pertencia ao seu rei, aponta nos objetos sutis, e fala da corte onde os seus sujeitos morarão.
Ele não sabe ainda do seu caminho de erudição, e as suas palavras faltam o peso da vivência, precisam as rugas da glória de vitórias e da drama de derrotas, precisam ainda da tinta dos escribas, e do ódio dos oponentes.
Portanto, o instinto da criança levanta o seu braço, esquenta o seu temperamento, e torna o seu ato épico, e Real. Ele ainda não sabe do que será, mas teima veementemente sabendo o que não pode acontecer. Porque a tradição antiquada é o inimigo do seu ideal destino, e na ficha dessa herança condenada, estão anotados todos os pecados dos pais. Os sábios escutam, olham nos movimentos do menino, que parecem asas de águia batendo pela primeira vez. Os homens grisalhos, silenciosos continuam à traçar solenamente
as fronteiras no papiro e no curo, no lado de um rascunho de poesia e oração.
E nós, cidadãos das repúblicas, criados na ausência de reis, depois da queda da nobreza,o que sabemos de desenhar as linhas dos nossos mundos relevantes? Como podemos alcançar a linda certeza de que nesse cruzamento de tempo e espaço fica o nosso lar? O que devemos incluir por dentro das nossas limites, e o que devemos exilar fora da nossa soberania? Muito do nosso comportamento é indicado pela inata natureza, e muito além disso, espera à ser guiado pelas nossas decisões. A solidez das nossas fortalezas será o resultado desse frágil colar de pérolas, onde cada pérola encaixa a fortuna de uma decisão próspera. Então meus amigos Alexandrinos, escolham as terras férteis, as rochas altas para a base dos seus domínios, e defendem a linha com eterna prontidão, sem esquecer que o mundo muda, que impérios nascem, crescem e falecem, e que a linha imortal é a serva do homem, e nunca pode ser o contrário.
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