quinta-feira, 17 de março de 2011

A lâmina

  A sua mente é ampla como hectares de campos generosos de trigo, o seu cérebro é uma metrópole espanta em três dimensões, os seus pensamentos são palpáveis como a terra firma, são reais como a morte.


  Então cuide do seu verdadeiro centro, como cuida das suas espadas, afiando as suas lâminas. Porque do mesmo jeito que a luta é necessária para manter os guerreiros, e a guerra para unir as nações, também a reflexão para criar os neurônios. Porque do mesmo jeito que o corpo não vive sem nutrição,  que a alma não vive sem oração, a mente não vive sem o desafio do desconhecido. E quando anda mais profundamente nessa caverna sombria, e que a pesar da escuridão, deixa os olhos abertos em esperança, saiba que;


 Somente você quem decide de morar sobe o sol da cidade santa, ou sobe o solo dos seus edifícios, você quem decide de enfrentar os seus medos ou de construir para eles monumentos solenes, saiba que os túneis tenebrosos não possuem fim, são somente o portão, somente a prova da bravura e não a obra da sua existência. Então não segue o caminho, mas fura o teto, e sai para o mundo dos seres lúcidos.    


A sua mente é o seu Fênix, seu bicho pavoroso, para você domesticar, para você conquistar, para você ser o rei do castelo do dragão. A sua mente pode ser o seu melhor amigo, o echo da sua voz pode tornar-se o seu intimo confidente, e pode virar também o labirinto deserto que acaba contigo. Conheça-se mesmo, mas não perca esse instinto pronto, cuidadoso, quieto na selva, caçando a verdade e a duvida. A sua mente não é o seu aliado, nem o seu adversário, é o seu segredo, a sua dimensão divina; a sua irmã gêmea que você esquece e conhece de novo com cada madrugada. A sua mente é a máquina colossal que consome tudo e todos, e com cada rotação dos seus eixos de mielina ganha ainda mais velocidade e poder.  

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